
São Paulo, 11 de março de 2010
Por Dra. Isa Mello
A infecção pelo HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo. O Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV. As vítimas preferenciais desse vírus são mulheres entre 15 e 25 anos. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima cerca de 18.000 novos casos de câncer de colo de útero e cerca de 5 000 óbitos neste ano. Estudos realizados no Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer apontam que mais de 90% dos cânceres de colo de útero tem DNA de HPV e em torno de 25% da população feminina sexualmente ativa no Brasil apresenta a virose. As freqüências observadas são semelhantes às mundiais.
O que é HPV e como se manifesta?
O Papilomavirus Humano ou HPV (a sigla em inglês para Human Papiloma Virus) é o nome que é dado a um grupo viral que inclui mais de 100 tipos diferente de vírus. Uma de suas formas de manifestação é a forma clínica: condilomas ou verrugas, que podem aparecer nas regiões genitais. Também podem produzir lesões planas ou microscópicas só detectáveis pela citologia (Papanicolaou) e pela colposcopia. Nestes casos conhecida como lesões subclínicas. Podem ainda, não produzir alterações . A virose é multifocal, isto é, pode ser encontrada em diversos sítios. Por esse motivo é importante a exploração adequada das regiões genital e anal durante o exame. No homem, as localizações mais freqüentes são a glande, o sulco balanoprepucial e a região perianal. Na mulher, a vulva, o períneo, a região perianal, a vagina e o colo uterino.
Como se “pega” HPV?
A infecção de HPV pode ocorrer em homens e mulheres que sejam sexualmente ativos, em todas as idades, raças e classes sociais, e pode afetar tanto os homossexuais quanto os heterossexuais. O HPV geralmente é transmitido por meio de contato direto, de pele a pele ou pele-mucosa, durante as relações sexuais vaginais, anais ou orais com alguém que tenha esta infecção. Não é necessária a penetração para que haja contaminação, portanto o uso de condon (camisinha) deve ser recomendado desde o início da relação sexual As verrugas em outras partes do corpo, como por exemplo, nas mãos, são causados por tipos diferente de HPV. O contato com estas verrugas não parece causar verrugas genitais. Na maioria das vezes a infecção é transitória, desaparecendo sem deixar vestígios, podendo, numa minoria, ressurgir tempos depois. . Portanto, quando é feito o diagnóstico, não é possível saber se uma infecção é recente ou muito antiga. A doença viral pode permanecer latente durante períodos de tempo variáveis. Também aqui, num pequeno percentual de pessoas não se consegue explicar como elas adquiriram o HPV. É muito pouco conhecido sobre a transmissão da infecção subclínica do HPV, embora alguns investigadores médicos acreditem que este etapa seja menos contagiosa do que quando existe lesão na forma clínica ativa. Não existem evidências de que toalhas, roupas íntimas ou tampas de vasos sanitários possam fazer esta transmissão .
Como se faz o diagnóstico de HPV?
Na maioria dos casos da forma clínica verrucosa ou condilomatosa (verrugas genitais) o diagnóstico pode ser feito através da clínica e se necessário confirmado através do exame anatomopatológico (biópsia) As lesões muito pequenas ou planas, são vistas apenas após aplicação de soluções reagentes e através de uma lente de aumento (normalmente por meio de um instrumento chamado colposcópio). O teste do Papanicolaou é projetado para descobrir alterações pré-cancerosas no colo uterino, porém, muitas vezes mostra alterações que são causados pela infecção do HPV. As mulheres com resultados anormais de um exame de Papanicolaou devem ser examinadas pela colposcopia na região perianal, da vulva, vagina e do colo uterino que detectará a presença de imagens alteradas, e que a critério médico poderão ser biopsiadas para estudo anatomopatológico. Quando não existem lesões, o diagnóstico da infecção pelo HPV só pode ser feito por técnicas de biologia molecular. Este teste porem tem indicação muito precisa em casos de algumas alterações celulares provocadas pelo HPV, às chamadas alterações de significado indeterminado. O seu uso indiscriminado na população em geral, como um exame de rastreamento pode levar ao pânico aqueles pacientes que apresentam a forma transitória da infecção por HPV, que é a mais comum. Seria o mesmo que aplicar os testes para HIV na população em geral.
Qual a relação do HPV com o câncer de colo uterino?
Alguns tipos de HPV aumentam o risco para câncer genital, principalmente em mulheres. . Após o diagnóstico da infecção pelo HPV, a maioria terá regressão espontânea. O tempo necessário para que esta regressão ocorra varia de 6 a 18 meses Algumas mulheres, porém, apresentarão persistência de doença ou progressão, podendo desenvolver uma lesão pré-cancerosa. Isto pode levar anos e depende também de outros fatores, dentre os quais o mais importante é a imunidade baixa. Só certos tipos de HPV estão relacionados com câncer cervical. Estes normalmente são chamados “tipos de alto risco”. Os tipos de HPV que causam verrugas genitais externas são chamados “tipos de baixo risco”. É comum que a pessoa seja exposta a mais de um tipo de HPV e a vários “tipos de alto risco”. Ainda assim, a maioria das mulheres não desenvolve câncer cervical. O câncer de colo uterino normalmente leva muitos anos para se desenvolver, em média de 7 a 10 anos e a maioria dos casos se apresenta em mulheres que nunca fizeram um exame preventivo (Teste de Papanicolaou) ou o fizeram há cinco anos ou mais. O câncer de colo uterino pode ser prevenido se a mulher fizer um exame preventivo a intervalos regulares. Deste modo, se são encontradas alterações nas células examinadas esta mulher pode ser monitorada e / ou tratada muito antes da progressão para o câncer. É importante lembrar que o exame preventivo pode detectar as lesões que antecedem o câncer, estas sim, de fácil tratamento.
Como se trata HPV?
As infecções pelo Papilomavirus Humano podem ter caráter transitório ou permanente . O caráter transitório da infecção depende do estado imunológico adequado do hospedeiro. O caráter permanente parece relacionar-se além da deficiência imunológica, ao tipo de HPV e da carga viral (quantidade de vírus transmitida durante a relação). A infecção permanente tem sido mais freqüente em mulheres acima de 30 anos, talvez por terem tido maior período de exposição ao vírus. Entre os fatores que podem afetar a seleção de tratamento incluem o tamanho, o local e o número lesões, bem como outras alterações provocadas pelo HPV. Deve se lavar em conta também a preferência do paciente, o custo e a efetividade do tratamento, possíveis efeitos secundários e a experiência do médico neste campo.
Embora não exista unanimidade, a maioria dos especialista concorda que não existe comprovação de qualquer benefício no tratamento da infecção subclínica do HPV. As recidivas dependerão do estado imunológico do hospedeiro. Assim, a mulher portadora do HPV deve ter em mente que, qualquer que seja sua forma de infecção e tratamento adotado, deve manter a prevenção adequada. Isto pode ser feito através da realização periódica do preventivo e da colposcopia, conforme indicação de seu médico assistente. Lembrar que os metabólitos da nicotina deprimem a imunidade celular local e que, nas infecções pelo Papilomavirus humano, este tipo de imunidade tem ação contra o vírus. Parar de fumar é muito importante, pois melhora a imunidade e previne as recidivas da infecção pelo HPV. As infecções cérvico-vaginais associadas ao HPV devem ser tratadas.
Procure se lembrar sempre:
Adaptado de Mayo Clinic Women's Health Source- newsletter
O pensamento de câncer cervical traz muito medo aos corações de mulheres e leva milhões para o seu médico para um exame preventivo anual. Mas de acordo com a Associação das Mulheres Médicas Americanas (American Medical Women's Association), 76 por cento das mulheres nunca ouviram falar de HPV, o vírus de Papiloma humano.
E daí? Significa que o HPV é responsável por pelo menos 95 por cento de cânceres cervicais. Prevenindo HPV, e você está no caminho certo para prevenir o câncer de colo uterino.
Causa e efeito
De quem é o risco?
Uma coisa, porém permanece clara: a detecção precoce pelo teste de Papanicolaou é a chave da prevenção das sérias conseqüências do HPV. O estudo e o tratamento das alterações celulares do colo uterino enquanto estas alterações ainda estão na superfície e antes que se tornem invasivas faz com que estas anormalidades cervicais se tornem extremamente curáveis.
Do Hospital São Marcos disponível em www.saomarcos.org.br/hpvvirus.pdf
Teresina, 02/05/2004.
Centro de Tratamento e Pesquisa
Hospital do Câncer - AC Camargo
Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer
Grupo de Virologia
Disponível em http://www.hcanc.org.br/hpv_facts.html
O que é HPV? O que significa a sigla HPV?
Os papilomavírus humano (HPV, do inglês: "Human Papillomavirus") são os causadores das verrugas comuns, mas também de certos tumores malignos da pele e das mucosas, principalmente, o câncer do colo do útero.
Quantos tipos existem?
Atualmente são conhecidos quase 100 tipos de HPVs, dos quais a metade é encontrada na região genital.
Como é transmitida a doença?
A transmissão se dá principalmente pelo contato. No caso das doenças genitais, a transmissão sexual é a forma mais importante.
Quais são os sintomas da doença?
O HPV causa as verrugas genitais ("crista de galo") que podem ser vistas a olho nu. Prurido intenso e ardor na região genital podem estar relacionados à infecção por estes vírus. No caso da doença mais grave, o câncer, pode-se observar sangramentos e dor.
Pode levar ao câncer? Por quê?
Há 2 grupos de HPVs: os de baixo risco, que são encontrados principalmente nas lesões benignas, como as verrugas genitais e os de alto risco , presentes na maioria dos tumores malignos. Portanto, os tipos de alto risco podem levar ao câncer, porque são capazes de provocar mudanças nas células que resultam em crescimento ilimitado e transformação maligna. Entretanto, apenas uma minoria das pessoas infectadas desenvolverá um tumor maligno.
Em que tipo de pessoa é mais incidente? Por quê?
Os HPVs são mais freqüentemente encontrados em populações promíscuas e de condições precárias de higiene; mas também estão presentes em aproximadamente 20% da população normal, com destaque para os jovens.
Como é diagnosticado?
O diagnóstico das doenças associadas ao HPV pode ser feito pelo médico que se baseia netre duas coisas no resultado do exame das célulasd ou de um fragmento de tecido do paciente. Estes testes, entretanto, não conseguem identificar que tipo de HPV está presente, se é de baixo ou de alto risco.
Apenas testes moleculares, como o teste de PCR, atualmente realizado no Hospital do Câncer - AC Camargo, podem identificar com precisão o vírus.
Como é feito o tratamento?
Em geral pela remoção da lesão, o que pode ser feito por cirurgia ou com o emprego de compostos químicos.
Como evitar o HPV?
O controle do número de parceiros e higiene pode evitar novas infecções.
Havendo suspeita de infecção, o teste de PCR com orientação médica contribui para controlar a doença.
Há estatísticas sobre a incidência da doença no Brasil e no mundo? Quais as fontes?
Estudos realizados no Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer apontam que mais de 90% dos cânceres de colo de útero tem DNA de HPV e em torno de 25% da população feminina normal no Brasil tem HPV. As freqüências observadas são semelhantes às mundiais.
Quanto ao câncer do colo do útero, sua incidência é em torno de 30/100.000 mulheres por ano (fontes: INCa e Ministério da Saúde )
O que é colposcopia ou exame colposcópico?
Às vezes é impossível diagnosticar doenças ou outros problemas simplesmente examinando o colo do útero e o trato genital com o olho desnudo. Uma visão aumentada (colposcopia) pode ser necessária. A colposcopia é um exame visual especializado do colo uterino, da vagina, e da vulva (parte externa da vagina). Este exame requer um instrumento chamado colposcópio que se assemelha a um par de binóculos montado sobre uma base. Este é um exame é um ato médico e só por eles deve ser executado. O exame é indolor e leva aproximadamente dez a vinte minutos, embora um colposcopista experiente leve alguns minutos para realizá-lo. Além de olhar o colo do útero é importante também examinar a vagina e vulva com o colposcópio.
Figura 1 Exame colposcópico


Figura2 O colposcópio

Figura2 Espéculo para o exame colposcópico


Quais as mulheres que devem realizar uma colposcopia?
Há vários razões para as quais se indica a colposcopia: naqueles casos onde a citologia (teste de Papanicolaou ou exame preventivo) mostrou células anormais, ou para mostrar que as alterações cervicais não são causa para preocupação.
É indicado também quando uma área pareça incomum no colo de útero, ou pela presença de certas condições médicas. A necessidade de uma colposcopia somente indica que o colo, a vulva e/ou a vagina precisa de um exame mais cuidadoso. Ela ajuda no diagnóstico e planejamento do tratamento. Quando são encontradas alterações, a colposcopia ajuda determinar as áreas nas quais devem ser feitas biópsias.
Como se realiza a colposcopia?
Durante o exame se coloca um espéculo vaginal (também conhecido como bico de pato) para separar as paredes da vagina, como se faz ao colher a citologia.
O colposcópio permanece a cerca de 30 centímetros em frente à vagina, mas ele não terá nenhum contato com a paciente. Nada disto causa dor apenas um certo incômodo passageiro. O médico que esta realizando o exame aplicará uma solução de vinagre diluído e depois outra com iodo sobre o colo uterino e a vagina para identificar qualquer área anormal (a paciente deverá informar-lhe de antemão se é alérgica ao iodo). Como conseqüência, é possível que sinta um pouco de ardor que também e transitório, sendo que a maioria das pacientes não sente nada. É possível que se utilizem vários lentes de aumento ou filtros de diferentes cores para assim avaliar melhor a área examinada. Em algumas ocasiões se tomarão fotografias do colo, da vagina, ou da vulva para fazer parte do prontuário clínico ou para elaboração de um laudo.
Se áreas anormais forem diagnosticadas durante a colposcopia, com freqüência se realiza uma ou múltiplas biopsias para ajudar no diagnóstico. Durante a biopsia se toma um fragmento muito pequeno de tecido desta área anormal. O sangramento causado pela biopsia pode ser controlado facilmente pela cauterização elétrica ou química e neste caso aplicando nitrato de prata ou uma solução de ferro chamada solução de Monsel . As amostras que se obtêm se enviam ao laboratório para ser examinadas por um médico patologista.
As grávidas podem fazer colposcopia?
Qualquer anormalidade no colo uterino, bem como no trato genital durante a gravidez requer uma avaliação mais minuciosa, como se faz na paciente não grávida. O exame visual através do colposcópio não causa dano algum, e se ele identifica alguma anormalidade, sabe-se que podem ser feitas biopsias sem risco durante a gravidez. A maior parte dos tratamentos em gestantes geralmente são adiados para depois do parto, e é feito acompanhamento com a citologia e a colposcopia. Com freqüência se repete os exames depois do parto para determinar se o tratamento ainda é necessário, pois muitas das alterações leves desaparecem depois da gravidez.
Quais os cuidados que se deve ter antes de realizar uma colposcopia?
É aconselhável ter disponível uma cópia do último exame citológico (de Papanicolaou ou preventivo) ao submeter-se ao exame colposcópico.
A colposcopia não requer preparativos especiais. É muito importante, entretanto, que durante os dois dias anteriores ao procedimento:
Pelo Dr. Fábio Russomano, 2000. O que é a Cirurgia de Alta Frequência? Disponível em:: URL: http://www.cervical.com.br
O que é Cirurgia de Alta Freqüência (CAF)?
A Cirurgia de Alta Freqüência (CAF) é um procedimento cirúrgico no qual uma área doente pode ser retirada com mínimo dano ao órgão. É um procedimento que vêm sendo empregado em todo o mundo pelas vantagens de baixo custo, possibilidade de realização à nível de consultório/ambulatório, nenhuma repercussão sobre gestações futuras e grande proporção de sucessos, igual à dos tratamentos tradicionais.
É conhecida também como LLETZ ( Large Loop Excison of the Transformation Zone ), quando empregada no colo uterino, ou LEEP ( Loop Electrosurgical Excision Procedure ) ou, simplesmente, Exérese por Alça Diatérmica.
Este procedimento substitui a maioria das conizações, quando as lesões do colo do útero apresentam determinadas características de localização e extensão, e podem tratar qualquer grau de doença pré maligna do colo uterino, vagina e vulva.
Também vem substituindo com grandes vantagens os procedimentos à laser que, pelo seu altíssimo custo e alguns riscos, não chegou a disseminar-se em nosso meio, e as cauterizações de lesões pré´-malignas pela vantagem de, além de tratá-las, permitir o exame do segmento retirado, assegurando o diagnóstico (afastando a possibilidade de câncer oculto) e o tratamento total da lesão.
Como é realizada?
A CAF deve ser realizada durante uma colposcopia e por profissional experiente. Após verificar as características da lesão, o examinador faz a anestesia local da região e, em alguns minutos, retira a região doente com um dispositivo conhecido como "alça" (figura 1). Este dispositivo é um eletrodo que conduz energia elétrica de baixa voltagem e alta freqüência, que permite o corte do tecido com mínimo dano ao órgão doente.
Após a retirada, é feita a eletrocoagulação dos vasos sangüíneos para prevenir hemorragias (figura 2) e a paciente é liberada para ir para casa, passear ou trabalhar, se quiser. O procedimento dura cerca de 30 minutos, incluindo a colposcopia que o antecede.

O que acontece depois?
Nos dias seguintes ao procedimento, a paciente poderá perceber a saída de uma secreção aquosa, às vezes misturada com uma pequena quantidade de sangue. Às vezes pode haver saída de sangue vivo, sem que isto represente problema. Na maioria das vezes, este sangramento pára sozinho. Caso isto não aconteça ou seja de grande volume, poderá ser necessário voltar ao colposcopista para que ele avalie e faça uma nova eletrocoagulação de algum vaso sangüíneo que tenha voltado a sangrar. É uma complicação infreqüente (em cerca de 10% dos casos) e de fácil controle.
Para facilitar a cicatrização e prevenir sangramentos, a paciente deve evitar a relação sexual com penetração vaginal por cerca de 30 dias.
Existe possibilidade destas doenças reaparecerem?
Sim, como as doenças pré malignas do colo uterino, vagina e vulva são relacionadas ao Papilomavirus humano e como não há até o momento um medicamento que acabe com ele, apesar de tratarmos as lesões por ele causadas com altas taxas de sucesso, ele poderá permanecer na região e causar uma nova lesão. Também é possível que alguma lesão persista após o tratamento. Isto pode ser decorrente do fato de que algumas destas lesões apresentam mais de um foco e, algumas vezes, não temos como saber disto antes ou durante o tratamento. Outra possibilidade é que a margem de corte da CAF pode passar em área doente, podendo deixar alguma parte da lesão na paciente. Isto acontece em poucos casos, mesmo em mãos experientes e, normalmente, não significa que exista ainda lesão de fato. Por este motivo, recomenda-se manter apenas o acompanhamento pós tratamento e, caso surja alguma evidência de doença persistente ou recorrente, podemos tratar novamente.
Como é feito o acompanhamento pós tratamento?
Não existe uma regra. O objetivo é detectar uma possível, embora improvável, persistência ou recorrência de doença. Para isto é necessário a repetição do preventivo com o médico assistente, no mínimo anualmente. Se o objetivo for dar maior segurança, ao preventivo deve-se associar-se a colposcopia. Esta deve ser realizada sempre após um preventivo e já com o resultado deste exame conhecido. Alguns resultados de preventivo mudam a conduta durante ou após a colposcopia.
Como existe um período de cicatrização, este acompanhamento nunca deve iniciar-se antes de 3 meses após a CAF.
