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Associação Brasileira de Genitoscopia Boletim Eletrônico Setembro 2009 - 21ª edição |
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VOCÊ SABE COMO FAZER A TERAPIA HORMONAL E ANTICONCEPÇÃO NA MULHER COM HPV? ASSISTA O MÓDULO DE HORMÔNIOS, ADOLESCÊNCIA E ADENOCARCINOMA in situ DO II CURSO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA Palestrantes: Dr. Nelson Valente Martins - professora da Escola Paulista de Medicina TEMA: HORMÔNIOS, ADOLESCÊNCIA E ADENOCARCINOMA IN SITU 2. HORMONIOTERAPIA E ANTICONCEPCIONAL NA MULHER COM HPV
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EXISTE VANTAGEM DE REMOVER TODOS OS PÓLIPOS CERVICAIS? |
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Segundo a análise retrospectiva realizada por pesquisadores ingleses, apenas a remoção de pólipos cervicais de mulheres sintomáticas ou com citologia oncótica alterada se mostra custo-efetiva. A remoção de pólipos em apenas este grupo poderia reduzir custos e o pequeno risco de morbidade associado com a polipectomia (como eventual sangramento após excisão). O estudo histopatológico de 1366 pólipos removidos entre 2002 e 2005 mostrou que nenhum apresentou características malignas e que 67% eram de mulheres assintomáticas. Três casos apresentaram alterações histopatológicas leves, sendo atipia degenerativa em um e alterações relacionadas ao HPV Fonte: MacKenzie I et al. Why remove all cervical polyps and examine them histologically? BJOG 2009;116:1127–9. |
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QUAL A EFICÁCIA DA BETAMETASONA OU ESTROGÊNIO TÓPICO PARA COALESCÊNCIA DE PEQUENOS LÁBIOS? |
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A betametasona tópica tem sido apontada recentemente como opção terapêutica para a coalescência de pequenos lábios. Para analisar os resultados desse tipo de tratamento e compará-los com a bem conhecida terapêutica tópica com estrogênios conjugados, Mayoglou e colegas realizaram revisão de 10 anos da literatura. A análise incluiu 151 meninas de três meses a nove anos de idade. A duração média do tratamento estrogênico foi de 2,2 meses (variação de Fonte: Mayoglou L et al. Success of treatment modalities for labial fusion: a retrospective evaluation of topical and surgical treatments. J Pediatr Adolesc Gynecol. 2009;22:247-50. |
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QUAIS AS TAXAS DE HPV DE ALTO RISCO APÓS CAF? |
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Este estudo coorte, prospectivo, multicêntrico, analisou 287 pacientes com neoplasia intraepitelial cervical (NIC) associada a HPV de alto risco que foram submetidas à conização por cirurgia de alta frequência (CAF). Os espécimes de CAF evidenciaram NIC 1 em 23%, NIC 2 em 22,6% e NIC 3 em 54,3% dos casos. Todas as pacientes tiveram margens negativas e foram submetidas à coleta de captura híbrida II após 3, 6, 9, 12, 18 e 24 meses do tratamento. Teste positivo para HPV de alto risco ocorreu em 45,6%, 14,3%, 6,3%, 2,2%, 1,5% e 1,1%, respectivamente. As taxas de eliminação do HPV não foram diferentes em relação à idade, paridade ou grau da lesão cervical, porém, foram significativamente menores em pacientes com carga viral acima de 500 RLU/PC antes da conização. Doença recorrente ocorreu em 24 pacientes, quase todas tinham infecção persistente por HPV de alto risco. O odds ratio para recorrência nessas pacientes aumentou gradualmente de 5,17 em três meses para 25,9 em 24 meses de seguimento. Fonte: Kim YT et al. Clearance of human papillomavirus infection after successful conization in patients with cervical intraepithelial neoplasia. Int J Cancer. 2009 Jul 29. [Epub ahead of print] |
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EXISTE ASSOCIAÇÃO ENTRE ADENOCARCINOMA CERVICAL E HPV E/OU CLAMÍDIA? |
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Para avaliar se a infecção por clamídia tem papel na patogênese do adenocarcinoma de colo e determinar a presença de coinfecção entre clamídia e HPV nesses casos, Quint e colegas analisaram 71 casos de adenocarcinoma de colo, sendo Fonte: Quint KD et al. Comprehensive analysis of Human Papillomavirus and Chlamydia trachomatis in in-situ and invasive cervical adenocarcinoma. Gynecol Oncol. 2009;114:390-4. |
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PERSISTÊNCIA DE hpv Após 1 ano e RISCO DE LESÃO CERVICAL PRÉ-NEOPLÁSICA E NEOPLÁSICA |
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Dr. Philip Castle e colegas realizaram esse estudo coorte em 2282 mulheres sexualmente ativas na Costa Rica para avaliar a incidência cumulativa em três e cinco anos de neoplasia intraepitelial cervical grau 2 ou maior (NIC2+) histológica. Foi encontrada positividade para HPV oncogênico em 23,8% da amostra. A presença de HPV de alto risco no início e em cerca de um ano de estudo (positivo/positivo) esteve relacionada com incidência cumulativa em três anos de NIC2+ de 17%. Essa incidência foi significativamente menor nas mulheres com teste positivo apenas em um ano (negativo/positivo; 3,4%), nas com positividade apenas no início do estudo (positivo/negativo; 1,2%) ou nas com teste negativo (negativo/negativo; 0,5%). A incidência cumulativa em 5 anos para mulheres com teste positivo/positivo, negativo/positivo, positivo/negativo e negativo/negativo foi de 23,7%, 4,4%, 1,6% e 0,5%, respectivamente. Padrões semelhantes foram observados quando se considerou lesão por NIC3 ou de maior grau (NIC3+). Além disso, a persistência (teste positivo/positivo) de HPV16 foi fator prognóstico forte para NIC2+, com incidência cumulativa em três e cinco anos de 40,8%. Para HPV18 esse índice foi de 17,5%. Houve pouca diferença na incidência cumulativa de NIC2+ entre dois testes positivos para qualquer tipo de HPV em comparação a dois testes positivos para o mesmo tipo carcinogênico (17% versus 21,3%, respectivamente). Os autores comentam que a repetição do teste para HPV carcinogênico em curto prazo (cerca de um ano) é clinicamente útil para avaliar o risco de NIC2+ ou NIC3+. Também destacam que monitorar especificamente somente os tipos de HPV de maior risco, como 16 e 18, com a possibilidade de detectar outros tipos oncogênicos, tem maior utilidade prática. Fonte: Castle PE et al. Short term persistence of human papillomavirus and risk of cervical precancer and cancer: population based cohort study. BMJ 2009;339:b2569. |
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