ABG - Associação Brasileira de Genitoscopia

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Associação Brasileira de Genitoscopia

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Maio 2009 - 17ª edição

51 ANOS DE ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GENITOSCOPIA

Em comemoração aos 51 anos de ABG, gostaríamos de homenagear os grandes homens e mulheres do passado, do presente e do futuro da colposcopia. E neste contexto estaremos premiando os 3 melhores trabalhos originais enviados para publicação na revista brasileira de genitoscopia até 15/06/2009. As normas de publicação da revista brasileira de genitoscopia podem ser vistas em nossa home page www.colposcopia.org.br ou na própria revista.

1º) PRÊMIO PROF HANS HINSELMANN – R$ 2.500,00

2º) PRÊMIO PROF JOÃO PAULO RIEPER - R$ 1.500,00

3º) PRÊMIO PROFª HILDEGARD STOLTZ – R$ 1.000,00

UM EXEMPLO DA ÍNDIA PARA O MUNDO – UM MELHOR CAMINHO PARA SE PREVINIR O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

O New England Journal of Medicine publicou recentemente um estudo que irá impactar mundialmente os programas de prevenção do câncer do colo do útero. Esta pesquisa foi patrocinada pelo IARC (International Agency for Research on Cancer) e foi um estudo randomizado envolvendo mais de 130 mil mulheres na Índia. Estas mulheres foram divididas em 4 grandes grupos: coleta única de teste de DNA de HPV, coleta única de citologia oncológica, inspeção visual com ácido acético (IVA) e grupo controle (sem nenhum tipo de rastreamento). Todas as mulheres com resultados positivos eram encaminhadas para colposcopia e biópsia. Após 8 anos de seguimento, os autores mostraram as seguintes taxas por 100.000 mulheres/ano:

 

Teste de HPV

Citologia

IVA

Grupo controle

Taxa de câncer cervical

47.4

60.7

58.7

47.6

Taxa de câncer cervical avançado (= ou > estádio II)

14.5

23.2

32.2

33.1

Taxa de mortalidade

34

54

56

64

O rastreamento com apenas teste de HPV reduziu drasticamente a taxa de câncer cervical avançado e mortalidade em comparação com a citologia e IVA.

 

Fonte: Sankaranarayanan et al. HPV screening for cervical cancer in rural India.N Engl J Med. 2009 Apr 2;360(14):1385-94.

Existe indicação de terapia em longo prazo com antimicóticos para tratar candídiase de repetição?

Apesar de muitas mulheres se beneficiarem com tratamento profilático intermitente com antimicóticos, a maioria sofre recidiva logo após a interrupção da terapia.  Dr Donders e colegas da Bélgica avaliaram a eficácia e segurança do uso de regime profilático com dose individualizada e decrescente em 136 mulheres com candidíase de repetição. Todas as mulheres realizaram cultura vaginal durante os primeiros 6 meses e depois bimensalmente por mais 6 meses. Preconizou-se o uso de fluconazol 600mg na 1ª. semana (fase de indução), depois 200mg/semana até completar 2 meses, em seguida 200mg quinzenalmente por 4 meses e 200mg por mês por 6 meses. As mulheres só podiam mover para o próximo nível terapêutico se estivessem livres de sintomas e com cultura negativa. Das mulheres que tiveram cura após a fase de indução, 101 (90%) e 80 (70%) mulheres ficaram livres de doença após 6 meses e 1 ano de terapia de manutenção com regime decrescente, respectivamente. Nenhum evento adverso sério foi observado.

 

Fonte: Donders et al. Individualized decreasing-dose maintenance fluconazole regimen for recurrent vulvovaginal candidiasis (ReCiDiF trial).Am J Obstet Gynecol. 2008 Dec;199(6):613.e1-9.

Qual é o tempo necessário para a detecção de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) após infecção primária pelo HPV?

Este é a primeira vez que um estudo estima o tempo médio entre a infecção por HPV de alto risco oncogênico em mulheres não expostas previamente e progressão para NIC. Um total de 553 mulheres que tinham citologia negativa, teste negativo para HPV 16 e 18 bem como para outros tipos de HPVs oncogênicos, foram avaliadas semestralmente com teste de DNA-HPV, citologia e colposcopia.  O tempo médio estimado para a detecção de NIC foi de 43.3 e 46.4 meses a partir da primeira infecção por HPV 16/18 ou outros tipos de HPV oncogênicos, respectivamente. O risco relativo de ter NIC após infecção foi 66.2 para HPV 16/18 e 50.9 para outros tipos de HPVs oncogênicos.  A probabilidade de NIC para infecção persistente para HPV 16/18 (definido como infecção por mais de 12 meses) aumenta em 169 vezes. A maioria das mulheres com infecção cervical com duração superior a 6 meses (33 de 51 – 65%) desenvolveu NIC.

 

Trottier H et al, GSK HPV-001 Vaccine Study. Persistence of an incident human papillomavirus infection and timing of cervical lesions in previously unexposed young women. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2009 Mar;18(3):854-62.

O que há de novo no tratamento da vulvodínia?

A gabapentina tópica mostrou bons resultados neste estudo conduzido nos Estados Unidos em Rhole Island. Um total de 51 mulheres com diagnóstico de vulvodínia generalizada ou localizada foi tratado com gabapentina tópica a 2% e 6%. Após um período mínimo de 8 semanas de terapia, o escore médio de dor diminuiu de  7.26 to 2.49. No geral, 80% demonstraram ao menos 50% de melhora nos escores de dor. Entre as pacientes com vulvodínia localizada, a função sexual melhorou em 17 das 20 mulheres. A gabapentina tópica parece ser bem tolerada e está associada a alívio significativo da dor em mulheres com vulvodínia.

 

Boardman et al.  Topical gabapentin in the treatment of localized and generalized vulvodynia. Obstet Gynecol. 2008 Sep;112(3):579-85.

A INFECÇÃO SUBCLÍNICA POR HPV EM MENINAS É SINÔNIMO DE ABUSO SEXUAL?

Este estudo mostra que é possível existir infecção por HPV em meninas antes da coitarca e sem história de abuso sexual ou atividade sexual. Dra Doerfler e colegas da Universidade de Viena, Áustria, examinaram 114 meninas na faixa etária entre 4 e 15 anos que procuraram atendimento médico por diferentes motivos. Dentro da rotina, era coletado teste de DNA de HPV. Excluiu-se desta análise 4 meninas com suspeita de abuso sexual. Das 110 meninas avaliadas, o HPV de baixo risco foi positivo em 4 crianças (3,6%) e o de alto risco em 15 (13,6%). Após seguimento de 1 ano, 2 meninas persistiam positivas para HPV, o que poderia representar um reservatório para doença na vida adulta.

 

Fonte: Doerfler et al.Human papilloma virus infection prior to coitarche.Am J Obstet Gynecol. 2009 May;200(5):487.e1-5.

VALOR DA ANUIDADE 2009 – R$ 160,00
Atualize seus dados cadastrais pelo www.colposcopia.org.br

Eventos 2009

14 a 16 de maio – CERVICOLP 2009 – São Paulo/SP

Informações: (11) 3283-4121 E-mail: sbptgicsp@uol.com.br

Inscrições on line:www.colposcopiasp.org.br

 

28 a 30 de maio – I SIMPÓSIO DE GENITOSCOPIA DO DF – Brasília/DF

Informações: Secretaria da UGON (61) 3325-4424

 

05 e 06 de Junho – Curso de Vulva e Preparatório para Título de Genitoscopia – Curitiba/PR

Informações: (41) 3223-6300 e

Inscrições on line:www.colposcopia.org.br

 

05 e 06 de Junho – CURSO LATINO-AMERICANO DE CITOPATOLOGIA CÉRVICO-UTERINO E DE MAMA -  Recife/PE

Informações: (81) 3222-0592 ou 3222-6613

E-mail: faugpinto@hotmail.com


06 de junho - RECICLAGEM PARA PROVA DE TÍTULO DE QUALIFICAÇÃO EM GENITOSCOPIA – Salvador/BA

Informações: (71) 3235-9491 E-mail: sbpcuc@terra.com.br

 

19 e 20 de Junho – I COLPOMINAS JORNADA DE PTGI E COLPOSCOPIA

Belo Horizonte/MG

Informações: (31) 3227-8544
E-mail: eventos@rhodeseventos.com.br

 

02 a 05 de julho – XIII Simpósio Brasileiro de Genitoscopia e Prova de título – São Luís/MA

Informações: (98) 3232-0286 Site: www.genitoscopiama2009.com.br

E-mail: abg.capituloma@gmail.com

 

27 a 29 de agosto - TROCANDO IDÉIAS – Rio de Janeiro/RJ

Informações: www.abgrj.org.br

 

27 a 29 de agosto – IV CONGRESSO BAIANO DE PATOLOGIA CERVICAL UTERINA  E COLPOSCOPIA – Salvador /BA

Informações: (71) 3235-9491  sbpcuc@terra.com.br

Visite-nos no www.colposcopia.org.br

 

Mande sugestões através do FALE CONOSCO ou
secretariaabg@uol.com.br, sua opinião é muito importante para nós.

Editoras Médicas Responsáveis:

Dra. Cíntia Irene Parellada e Dra. Ana Carolina Chuery
Gestão 2009-2011 Dra. Paula Maldonado

 

 

 

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