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Associação Brasileira de Genitoscopia Boletim Eletrônico Fevereiro 2009 - 14ª edição |
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A CONIZAÇÃO UTERINA ESTÁ ASSOCIADA À PREMATURIDADE? |
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Neste estudo de coorte populacional realizado na Noruega, a conização do colo uterino influenciou os resultados de gravidez subseqüente em relação a risco de prematuridade, principalmente em idades gestacionais menores. Foram avaliados cerca de 72.000 nascimentos antes e após a conização e cerca de 2.100.000 nascimentos em grupo controle, ocorridos entre Fonte: Albrechtsen S, Rasmussen S, Thoresen S, et al. Pregnancy outcome in women before and after cervical conisation: population based cohort study. BMJ 2008;337;a1343. |
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EXISTE INDICAÇÃO DE CREME VAGINAL COM ANTIBIÓTICO APÓS CONIZAÇÃO? |
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Segundo Dr. Chan e colegas, o uso de creme vaginal com antibiótico após a conização traz algum benefício no subgrupo de mulheres que apresentam teste positivo para Chlamydia trachomatis ou outros patógenos, como Gardnerella vaginalis. O total de 324 mulheres que realizaram conização (por cirurgia de alta frequência) foi dividido em dois grupos, um que utilizou 14 dias de creme vaginal com tetraciclina e anfoterecina B e outro que não utilizou medicamento. Não houve diferença entre os grupos em relação a sangramento vaginal, corrimento e dor. Nas mulheres que tinham teste vaginal ou endocervical positivo para Chlamydia ou outros patógenos, a incidência de sangramento na segunda semana e corrimento foram significativamente menores. Os autores comentam que o teste de rotina para patógenos vaginais antes da conização pode não ser prático e custo-efetivo pelo fato das mulheres precisarem aguardar o resultado e retornar para mais uma consulta. Fonte: Chan KK, Tam KF, Tse KY, et al. The use of vaginal antimicrobial after large loop excision of transformation zone: a prospective randomised trial. BJOG 2007;114:970–6. |
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USUÁRIAS DE DIU COM ACTINOMYCES: QUAL A MELHOR CONDUTA ANTES DE NOVA INSERÇÃO? |
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Este estudo retrospectivo comparou a incidência de Actinomyces em mulheres assintomáticas com dispositivo intra-uterino (DIU) e positividade para este microorganismo que necessitam a troca do DIU. As mulheres foram divididas em dois grupos: no grupo 1 (n=19) a inserção do novo DIU foi realizada imediatamente após a remoção do anterior e no grupo 2 (n=19) a inserção do novo DIU foi realizada após 3-5 dias. Os resultados mostraram que a colpocitologia foi negativa para Actinomyces após seis semanas em todos os casos e, após 36 meses da reinserção, colpocitologia positiva para Actinomyces foi mais frequente nas mulheres do grupo 1 (73% vs 33% no grupo 2), mas esta diferença não foi significativa. A conclusão deste estudo foi que nas mulheres com Actinomyces a reinserção do DIU após a remoção ou intervalo de 3-5 dias é segura. Fonte: Merki-Feld GS, Rosselli M, Imthurn B. Comparison of two procedures for routine IUD exchange in women with positive Pap smears for actinomyces-like organisms. Contraception 2008;77:177-80. |
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O GEL LUBRIFICANTE PODE PREJUDICAR A CITOLOGIA ONCÓTICA? |
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O uso de gel lubrificante pode afetar adversamente a acurácia e o diagnóstico da colpocitologia oncótica convencional. A colpocitologia oncótica foi coletada 1334 mulheres, primeiro sem o uso de gel e segundo com o uso de 1- Fonte: Charoenkwan K, Ninunanahaeminda K, Khunamornpong S, et al. Effects of gel lubricant on cervical cytology. Acta Cytol 2008;52:654-8. |
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QUAL A PROBABILIDADE DE RECORRÊNCIA DO CARCINOMA ESCAMOSO DE VULVA? |
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Em revisão de 200 espécimes de carcinoma escamoso de vulva, Eva e colegas encontraram que os cânceres de vulva que surgiram da neoplasia intra-epitelial vulvar (NIV) diferenciada têm mais chance de recorrência que aqueles surgindo de NIV não diferenciada, principalmente se houver associação com distúrbios epiteliais não neoplásicos. Em geral, a taxa de recorrência foi de 22,6%, com taxa de recorrência única em 12,9% das mulheres, duas recorrências em 5,8% e três recorrências em 3,9%. O odds ratio de recorrência do câncer de vulva associado com NIV diferenciada isolada foi de 3,85, e quando a NIV diferenciada estava associada a distúrbios epiteliais não neoplásicos foi de 4,3. Em comparação, o odds ratio foi de 1,35 para o câncer de vulva associado com NIV não diferenciada. Fonte: Eva LJ, Ganesan R, Chan KK, et al. Vulval squamous cell carcinoma occurring on a background of differentiated vulval intraepithelial neoplasia is more likely to recur: a review of 154 cases. J Reprod Med 2008;53:397-401. |
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