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Associação Brasileira de Genitoscopia Boletim Eletrônico Janeiro 2009 - 13ª edição |
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PREVALÊNCIA E TIPOS DE HPV NA VULVA, VAGINA E ÂNUS |
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Esta meta-análise de 93 estudos em quatro continentes realizada pelo IARC (International Agency for Research on Cancer) avaliou a prevalência do Papilomavírus Humano (HPV) por reação em cadeia da polimerase (PCR) na neoplasia intra-epitelial graus 1-3 e carcinoma de vulva, vagina e ânus. Os resultados mostraram prevalência geral do HPV para carcinoma de 40,4% na vulva (n=1873), 69,9% na vagina (n=136) e 84,3% no ânus (n=955). Nas lesões intra-epiteliais de baixo grau, as taxas foram de 67,8% na vulva (n=90), 100% na vagina (n=107) e 91,5% no ânus (n=671). Nas de alto grau foram de 85,3% na vulva (n=1061), 90,1% na vagina (n=191) e 93,9% no ânus (n=609). O HPV 16 foi encontrado em mais de 75% dos carcinomas de vulva, vagina e ânus e o HPV 18 em menos de 10%. A prevalência do HPV no carcinoma vulvar foi maior no tipo basalóide, verrucoso, em mulheres com idade igual ou inferior a 60 anos e na América do Norte. A maioria das neoplasias intra-epiteliais anais de alto grau foi de estudos em HIV positivos e homens homossexuais. A prevalência de HPV no carcinoma anal foi maior em mulheres (90,8%) que em homens (74,9%). Esta meta-análise mostra a importância das vacinas profiláticas contra HPV 16/18 na prevenção dessas lesões. Fonte: De Vuyst H, Clifford GM, Nascimento MC, et al. Prevalence and type distribution of human papillomavirus in carcinoma and intraepithelial neoplasia of the vulva, vagina and anus: A meta-analysis. Int J Cancer 2008 Oct 27[Epub ahead of print]. |
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qual a utilidade do teste de contato |
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Em estudo realizado com 50 mulheres apresentando prurido vulvar, o teste de contato auxiliou a definir ou descartar alérgenos que podem estar primaria ou secundariamente envolvidos na gênese deste sintoma. A média etária dessas mulheres foi de 49,9 anos e duração média do prurido de 56,1 meses. Sessenta e dois por cento dessas mulheres não apresentavam lesões vulvares visíveis. Nas mulheres restantes, o diagnóstico dermatológico foi de candidíase vaginal recorrente em 18%, neurodermatite em 10%, intertrigo em 4%, doença de Behçet em 2%, psoríase em 2% e líquen escleroso em 2%. As mulheres com dermatoses vulvares foram tratadas e, após o tratamento, todas as mulheres da amostra foram submetidas ao teste de contato, mostrando que 52% apresentaram pelo menos um teste positivo e 16% tinham uma ou mais reações alérgicas positivas. Os alérgenos relevantes mais comuns foram cosméticos, preservativos e medicamentos. Como a sensibilidade de contato alérgica é fator primário importante e também ocorre como evento secundário em mulheres com dermatoses vulvares, a identificação e eliminação dos fatores irritativos contribuem para o tratamento do prurido vulvar. Fonte: Utas S, Ferahbas A, Yildiz S. Patients with vulval pruritus: patch test results. Contact Dermatitis 2008;58:296-8. |
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HÁ RELAÇÃO ENTRE ANTICONCEPCIONAIS ORAIS COM ATIVIDADE ANTIANDROGÊNICA E LÍQUEN ESCLEROSO? |
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Segundo pesquisadores alemães, distúrbio androgênico da pele vulvar por anticoncepcionais orais (ACO), especialmente aqueles com propriedades antiandrogênicas (como acetato de clormadinona, acetato de ciproterona, dienogest e drospirenona), podem desencadear início precoce de líquen escleroso em mulheres jovens suscetíveis. Como há estudos que mostram diminuição da expressão de receptores androgênicos na vulva em mulheres com líquen escleroso, este trabalho teve como objetivo comparar 40 mulheres pré-menopausadas de Fonte: Günther AR, Faber M, Knappe G, et al. Early onset vulvar lichen sclerosus in premenopausal women and oral contraceptives. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2008;137:56-60. |
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HÁ EVIDÊNCIAS PARA O TRATAMENTO DE ROTINA DA ECTOPIA? |
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Este artigo de revisão de trabalhos publicados na literatura de Fonte: Machado Jr LC, Dalmaso ASW, Carvalho HB. Evidence for benefits for treatment cervical ectopy: literature review. São Paulo Med J 2008;126:132-9. |
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