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Associação Brasileira de Genitoscopia Boletim Eletrônico Maio 2008 - 5ª edição |
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Rastreamento populacional com apenas teste de HPV é superior ao rastreamento citológico convencional? |
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A especificidade do rastreamento com teste de HPV isolado é claramente inferior que o rastreamento primário com teste de HPV associado à citologia ou rastreamento citológico convencional. Este foi o achado de estudo com 61.149 mulheres que participaram do programa de rastreamento Finlandês durante 2003-2004. As taxas de detecção a favor do rastreamento com teste de HPV foram inversamente relacionadas à gravidade da lesão: foram maiores para NIC 1, mais modestas para NIC 2 e inexistentes ao nível de NIC 3 e câncer cervical invasivo. Apesar do rastreamento primário com teste HPV associado à citologia encontrar mais lesões por NIC comparado com o rastreamento citológico convencional, as lesões leves são super-representadas, o que resulta em superdiagnóstico, já que a maioria destas lesões apresenta regressão espontânea. Para NIC 3 e câncer , não houve aumenta de sensibilidade em comparação à citologia. Fonte: Kotaniemi-Talonen L, Anttila A, Malila N, et al. Screening with a primary human papillomavirus test does not increase detection of cervical cancer and intraepithelial neoplasia 3. Eur J Cancer (2008), doi:10.1016/j.ejca.2007.12.002. |
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Qual é a importância do HPV de alto risco em mulheres após a menopausa? |
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Após observar um segundo pico da prevalência de HPV de alto risco em mulheres após a menopausa, Dra Syrjänen e colegas da Universidade de Turku, na Finlândia, resolveram investigar as características da infecção por HPV de alto risco nesta faixa etária. Entre os resultados achados, destacam-se: maior transição do HPV epissomal para HPV integrado ao DNA da célula hospedeira, altos níveis de HPV 16 integrado, alta taxa de infecção persistente e baixa eliminação do HPV. Estes dados sugerem que mulheres que falham em erradicar a infecção por HPV de alto risco até a menopausa, possuem seleção de clone viral integrado e este fato leva à progressão da doença. Assim, a maioria das infecções por HPV de alto risco em mulheres acima de 55 anos está associada a NIC de alto grau ou câncer. Fonte: Syrjänen K, Kulmala SM, Shabalova I, et al. Epidemiological, clinical and viral determinants of the increased prevalence of high-risk human papillomavirus (HPV) infections in elderly women. Eur J Gynaecol Oncol. 2008;29(2):114-22. |
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O uso de diafragma e gel lubrificante fornece proteção adicional contra aquisição do HIV? |
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Os resultados do estudo realizado em mulheres da África do Sul e Zimbábue mostraram que o uso de diafragma e gel lubrificante associado ao condom não oferece benefício adicional de proteção contra a infecção por HIV. Todas as mulheres receberam aconselhamento sobre HIV e doenças sexualmente transmissíveis e foram divididas em dois grupos, o grupo de intervenção (n=2472), que recebeu condom, diafragma e gel lubrificante, e o grupo controle (n=2476), que recebeu apenas condom. A incidência de HIV foi semelhante nos dois grupos (4,1% no grupo de intervenção vs 3,9% no grupo controle), correspondendo a risco relativo de 1,05. Esses achados não apóiam a adição do diafragma às estratégias atuais de prevenção do HIV. Fonte: Padian NS, van der Straten A, Ramjee G, et al. Diaphragm and lubricant gel for prevention of HIV acquisition in southern African women: a randomised controlled trial. Lancet 2007; 370: 251–61. |
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Resposta alérgica está envolvida na patogênese da candidíase vulvovaginal? |
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Segundo Dr Fan e colegas, a resposta alérgica vaginal, ou seja, presença de células T helper tipo I e citocinas de resposta natural, exerce papel dominante na patogênese da candidíase vulvovaginal. Eles destacam que este achado em mulheres com candidíase vulvovaginal sugere que a forma de tratamento para esta patologia deve ser reconsiderada. Mulheres com candidíase vulvovaginal têm concentrações mais elevadas de interleucina 2, interleucina 8, interferon-gama e IgE no fluido de lavado vaginal que o grupo controle. Fonte: Fan SR, Liao QP, Liu XP, et al. Vaginal allergic response in women with vulvovaginal candidiasis. Int J Gynaecol Obstet. 2008 Apr;101(1):27-30. Epub 2008 Feb 15. |
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O uso de raloxifeno na pós-menopausa tem efeito sobre o epitélio vaginal? |
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Neste estudo, Dr Delmanto e colaboradores da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), observaram que o uso de raloxifeno para o tratamento de osteoporose em mulheres na pós-menopausa não tem efeito sobre a maturação do epitélio vaginal. Nas 80 mulheres estudadas (média etária de 60,6 anos), sendo 40 no grupo que recebeu 60 mg/dia de raloxifeno e 40 no grupo controle, os valores médios do índice de maturação vaginal foram semelhantes após seis meses de observação (39,7 e 35,7 no grupo tratado com raloxifeno; e 50,0 e 50,0, no grupo controle, respectivamente). Também não houve diferenças na porcentagem de células superficiais, intermediárias e parabasais entre os grupos durante todo o estudo. Fonte: Delmanto A, Nahas-Neto J, Nahas EA, et al. Effect of raloxifene on the vaginal epithelium of postmenopausal women. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2008 Apr 7 [Epub ahead of print] |
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Visite-nos no www.colposcopia.org.br Dra. Cíntia Irene Parellada |